Faltam Profissionais de Segurança de Informação!

O número e sofisticação das ciberameaças tem vindo a crescer de forma exponencial, afetando indistintamente empresas de todos os sectores e dimensões, com impactos graves na sua credibilidade e continuidade do negócio. É necessário actuar proactivamente na definição de políticas de proteção do que é hoje um dos mais importantes ativos das organizações: a informação.

 

As organizações não estão preparadas para se defenderem de ciberataques

Um estudo recente realizado pela FireEye (Cyber Trendscape 2020), revelou que 51% das organizações não acreditam estar preparadas para um ciber ataque. 76% preveêm melhorar as suas respostas, aumentando o seu orçamento para cibersegurança durante 2020.

A melhor perceção do risco dos ciberataques, quer em frequência quer em impacto, tem feito crescer a procura de profissionais desta área. No Global Information Security Workforce Study (2017), levado a cabo pelo Frost & Sullivan, 65% das organizações europeias confirmam não ter profissionais de cibersegurança suficientes, e a região enfrenta um deficit the 350,000 trabalhadores qualificados na área em 2022.

Em Portugal, as empresas estão também cada vez mais cientes do impacto do cibercrime nas suas operações e o risco cibernético integrou, pela primeira vez, a lista dos cinco principais riscos para as empresas, identificados pelos seus gestores no último Global Risk Management Survey (Aon).

 

Quem são atualmente os profissionais de segurança portugueses?

Com intuito de melhorar o entendimento sobre os profissionais de segurança do nosso País, a Associação Portuguesa para a Promoção da Segurança de Informação, realizou um estudo que nos dá pistas sobre o perfil do atual profissional de segurança português.

O atual profissional de segurança português é homem, com idade compreendida entre os 31-50 anos, habilitações literárias ao nível da licenciatura ou superior e reside na área metropolitana de Lisboa. Trabalha em segurança de informação há 5 ou menos anos, por conta de outrem, e está relativamente estável no seu emprego, nunca tendo estado desempregado desde que começou a trabalhar na área.

É simultaneamente um homem de família, para o qual é muito importante um bom equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, e ambicioso, gostando de ter responsabilidades profissionais desafiantes e motivadoras.

O estudo revela ainda que, apesar de mais de 90% dos profissionais considerarem importante ter oportunidades de formação em contexto profissional, só 4% do seu tempo é gasto em formação.

 

Como poderão as empresas vencer o desafio da segurança de informação?

As organizações precisam de rever a forma como vêem a segurança da informação. Atualmente ainda são poucas as empresas que, em Portugal, têm equipas dedicadas à segurança, com profissionais especialistas nas suas diferentes componentes.

A escassez de recursos leva a que muitas vezes quem está responsável pelos sistemas de segurança tenha igualmente responsabilidades noutras áreas, como sistemas ou networking. No já referido estudo da AP2SI, apenas 53% dos profissionais portugueses afirmam trabalhar exclusivamente em cibersegurança. É importante que as empresas entendam que precisam de equipas próprias para segurança, que a tratem como um todo e não apenas como uma questão tecnológica.

E que para terem estas equipas a contribuir efetivamente para o futuro do negócio, precisam de formar adequadamente os seus profissionais.

 

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